Os recursos oferecem uma oportunidade única para a América Latina

AAmérica Latina é um reservatório natural, pois possui 25% das florestas do planeta, 33% dos recursos hídricos renováveis e 12% da superfície cultivável. Somam-se a isso os recursos minerais e de outras indústrias extrativas, dado que a região reúne 65% das reservas planetárias de lítio, 49% de prata, 44% de cobre e ocupa o segundo lugar no mundo em reservas de petróleo.

 

Em termos de recursos humanos, um dos diferenciais do continente é sua composição demográfica, resultado das melhores condições de vida da população alcançadas a partir das últimas décadas do século passado. O inédito aumento da população hoje se cristaliza em um grande número de jovens que conferem à região uma forte energia social com capacidade e vitalidade para gerar valor e promover mudanças positivas. Somam-se a isso os recursos gerados pela revolução tecnológica no nível mundial, que conferem aos processos de transformação um dinamismo nunca antes visto até então.

 

Contar com esses recursos, saberes e ferramentas abre uma janela de oportunidades nas próximas décadas para encaminhar o futuro de América Latina para o desenvolvimento sustentável a partir de uma posição que é única no mundo. Como essa conjuntura será aproveitada?

 

Uma possibilidade seria buscar o crescimento econômico a qualquer custo, o que supõe um aumento do bem estar em curto prazo, mas que ao mesmo tempo acelera o esgotamento dos recursos não renováveis da região. A América Latina terá que definir os limites naturais de seu desenvolvimento econômico e humano, pois a demanda continuará aumentando.

 

O agravamento das condições climáticas, a crescente demanda energética, as disputas de poder pelo acesso e exploração de recursos naturais como florestas, minas, solo e recursos hídricos serão, nos próximos anos, questões centrais nos países latino-americanos. Somente uma visão de longo prazo pode equilibrar as pressões dessa demanda.

 

Será necessário um projeto estratégico de governabilidade dos biomas que Por: Será necessário um projeto estratégico de governabilidade dos biomas que combine a realização de ações diretas em terreno à capacidade de incidência nas cidades, pois muitas decisões que impactam os biomas como a Amazônia e o Grande Chaco são definidas em grandes cidades localizadas a milhares de quilômetros. Também será necessário projetar cenários energéticos para definir matrizes sustentáveis nas fontes de geração de energia, assim como consolidar condutas de consumo racional nas cidades. Os governos terão que promover as alternativas econômicas que tragam mais benefícios para a população com menos danos ao patrimônio natural.

 

Na região, é possível ampliar fronteiras produtivas, tanto para a agroindústria como para as indústrias extrativistas. Incidir nos planos de utilização territorial, na agenda de adaptação às mudanças climáticas e nas tendências de desenvolvimento que priorizem a produção de bens úteis será outro grande desafio no contexto da região.

 

Frente a este cenário provável, o papel da Avina pode se concentrar em:

 

 

Referências
Fontes primárias: investigações, entrevistas e ensaios realizados pela Fundación Avina

Algumas fontes secundárias consultadas: